Quinta-feira
16 de Abril de 2026 - 

Acompanhe seu processo

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Notícias

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32
LIBRA ES ... 6,19 6,20
PESO (ARG) 0,01 0,01
PESO (URU) 0,12 0,12

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
S&P 500 0,31% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .

Previsão do tempo

Segunda-feira - Campinas...

Máx
34ºC
Min
21ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - Campinas,...

Máx
34ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Campinas,...

Máx
35ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Hoje - Campinas, SP

Máx
35ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Imparcialidade no Judiciário exige reconhecer desigualdades e diferentes vivências, diz especialista

A imparcialidade judicial não se confunde com neutralidade. Para se chegar à equidade na Justiça, é preciso mais conhecimento sobre as desigualdades estruturais, maior participação de pessoas com diferentes vivências e origens, assim como o reconhecimento das hierarquias de poder que atravessam a sociedade. Essas reflexões foram debatidas, nesta quinta-feira (16/4), na quinta sessão do Programa Internacional de Capacitação Women Judge’s Program, sobre Diversidade, Equidade e Inclusão no Judiciário. A formação promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) segue até amanhã (17/4), com painéis e troca de experiências voltados ao fortalecimento da liderança feminina no Judiciário. Na manhã de hoje, o professor de Direitos Humanos da Universidade de New South Wales Lucas Lixinski abordou conceitos do feminismo e da teoria queer para destacar a importância de se superar visões binárias e de reconhecer o “diferente” como parte legítima da sociedade. Segundo ele, decisões judiciais mais democráticas dependem de uma compreensão ampla dos processos históricos e sociais que sustentam desigualdades e invisibilizam violências. Lixinski defendeu que um olhar mais atento às hierarquias de poder permite qualificar o julgamento, tornando-o mais conectado à realidade social. Para ele, considerar esses fatores não compromete a imparcialidade, ao contrário, é condição para que ela exista de forma efetiva. No Brasil, esse debate tem avançado com a adoção de diretrizes institucionais que orientam magistrados a considerar recortes de gênero, raça e desigualdade social em suas decisões. A secretária-geral do CNJ, juíza federal Clara Mota, destacou o percurso institucional até a consolidação de instrumentos como o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, editado pelo CNJ em 2023. Ela ressaltou que a construção de uma Justiça mais equitativa resulta de um processo histórico de enfrentamento de desigualdades dentro e fora das instituições. Também participante do encontro, o desembargador federal Roger Raupp Rios defendeu a necessidade de ampliar a noção de normalidade no Direito. Para ele, a inclusão efetiva passa pelo reconhecimento do que é considerado “estranho”, evitando que grupos persos sejam forçados a se adaptar a padrões excludentes. Leia mais: Curso aposta na participação feminina para fortalecer o Judiciário brasileiro Women Judge’s Program Inserido no projeto Juízas do Futuro, o Women Judge’s Program busca formar lideranças capazes de transformar a cultura institucional do Judiciário. A iniciativa é fruto de cooperação entre CNJ, STF, Superior Tribunal Militar (STM), Enamat, Enfam, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), King’s College London e Universidade de New South Wales, reunindo representantes de três continentes em torno de um Judiciário mais plural e comprometido com a redução das desigualdades. Texto: Regina Bandeira Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 12
16/04/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Visitas no site:  9931591
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.