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TJRJ se destaca no Justiça em Números 2026 em acesso, digitalização e presença feminina

A Justiça do Rio aparece entre as de melhor desempenho do país no retrato anual do Judiciário brasileiro. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) lidera a presença de mulheres na magistratura, tem a primeira instância mais digitalizada entre os grandes tribunais e a maior cobertura territorial do grupo, segundo o relatório Justiça em Números 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "O Justiça em Números mostra um tribunal que entrega resultado para o cidadão. Esses dados não são o Judiciário olhando para si mesmo. São a Justiça chegando mais perto, mais rápido e de forma mais acessível à população do Rio”, avalia o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto.  Divulgado pelo CNJ com base no ano de 2025, o Justiça em Números mede o funcionamento de todos os tribunais do país. O TJRJ é um dos seis tribunais de justiça de grande porte do país, segundo a classificação do Conselho Nacional de Justiça, que agrupa as cortes por tamanho a partir de critérios como despesa, demanda e força de trabalho. Ao lado de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, o tribunal fluminense aparece na terceira posição desse grupo, atrás de São Paulo e Minas. Em 2025, foram mais de 2,2 milhões de novos processos, 5,3 milhões de casos pendentes e 903 magistrados em atividade. É nesse porte que os resultados do relatório ganham peso, já que as comparações de desempenho consideram tribunais de tamanho semelhante, e não cortes de realidades distintas. Maioria feminina chega ao topo da carreira No Rio, 49% dos cargos de juízas e desembargadoras são ocupados por mulheres, a maior proporção entre os 27 tribunais estaduais. A média nacional é de 39%. No segundo grau, as mulheres somam 37,2% dos desembargadores, contra média nacional de 24,2%. No primeiro grau, já são maioria, com 52,9% das juízas. Entre os servidores do tribunal, as mulheres também predominam, com 61,1% do quadro. “Ter a maior proporção de magistradas do país não é estatística, é transformação. Significa que, no Rio, a perspectiva das mulheres está presente onde as decisões são tomadas, inclusive nos cargos mais altos da carreira. Esses números são resultado de um trabalho que o Tribunal levou a sério. Mas eles também são um compromisso: representatividade não se conquista uma vez, se sustenta todos os dias”, diz a 1ª vice-presidente do TJRJ, desembargadora Suely Lopes Magalhães. Primeira instância sem papel e Justiça perto do cidadão No TJRJ, 98,1% das varas de primeiro grau funcionam como Juízo 100% Digital, o maior índice entre os seis maiores tribunais estaduais, empatado com TJRS. A média nacional é de 72%. Para o cidadão, significa resolver atos sem ir ao fórum: peticionar, participar de audiência por videoconferência e ser atendido pela internet. A digitalização alcança o fim do processo. Dos casos encerrados em 2025, 99,7% tramitaram em meio eletrônico. A população fluminense tem a Justiça por perto: 99% dos moradores vivem em município com sede de comarca, a maior cobertura entre os grandes tribunais. A média nacional é de 89%. Quanto mais próxima a comarca, mais simples protocolar uma ação, comparecer a uma audiência ou buscar atendimento sem atravessar o estado. "Quando praticamente todos os nossos juízos de primeiro grau já funcionam de forma totalmente digital e quase toda a população vive perto de uma comarca, a mensagem é simples: o cidadão do Rio não precisa mais escolher entre o seu tempo e o seu direito”, afirma o presidente do TJRJ. Produtividade com redução no estoque Cada magistrado do TJRJ encerrou, em média, 3.348 processos em 2025, o segundo maior índice entre os seis maiores tribunais. A média nacional foi de 2.561. Os servidores da área judiciária baixaram, em média, 256 processos cada, acima da média de 215. O tribunal reduziu em 26,2% o estoque de execuções fiscais pendentes em um ano, uma das maiores quedas entre os grandes tribunais. A execução fiscal é o tipo de processo que mais congestiona a Justiça brasileira. No Rio, a taxa de congestionamento dessas ações caiu para 68%, a menor entre os seis maiores tribunais, ao lado de São Paulo. Os indicadores integram o diagnóstico anual do CNJ, que acompanha acesso, produtividade, força de trabalho e digitalização em todos os ramos do Judiciário. FB/ SF
26/06/2026 (00:00)
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