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Assistentes sociais e psicólogas debatem atuação técnica em casos de violência doméstica

Evento discutiu práticas e perspectivas relacionadas à produção de pareceres no atendimento às mulheres em situação de violência A atuação de psicólogos e assistentes sociais pode ser determinante para que uma mulher seja ouvida. Esse foi um dos pontos centrais do encontro "Tecendo Redes – Desafios Profissionais para Elaboração dos Pareceres Técnicos na Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher", realizado nesta sexta-feira, dia 26 de junho, na Escola de Mediação (Emedi).   A iniciativa foi promovida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Prevenção à Violência Doméstica (Nupevid), em parceria com a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), e reuniu profissionais do serviço social e da psicologia para discutir práticas e perspectivas relacionadas à produção desses pareceres no atendimento às mulheres em situação de violência.   A abertura contou com a participação da diretora da Divisão de Apoio Técnico Interdisciplinar (Diati), Sandra Pinto Levy; da assistente social da Assistência de Apoio Multidisciplinar Afetos à Violência Doméstica e Familiar do Nupevid, Patricia Valeria Leal de Andrade Nunes; e da assistente social da Central Judiciária de Acolhimento da Mulher Vítima de Violência Doméstica (Cejuvida), Maria da Guia.  Patricia Leal destacou o “Tecendo Redes” como um espaço de aproximação e construção conjunta entre as equipes. A assistente social refletiu sobre o papel da gestão e os desafios do sistema, além de destacar a Lei Maria da Penha e sua evolução ao longo dos anos.  "Minimamente, a gente tem que conhecer a realidade do trabalho, do processo e dos desafios. A presença da Lei Maria da Penha veio para mudar o paradigma, para pensar o direito civil da mulher", afirmou.  Na sequência, foram realizadas oficinas temáticas voltadas à troca de experiências e ao aprofundamento técnico das equipes, com foco na perspectiva de gênero e interseccionalidade na elaboração dos pareceres. A Oficina I, voltada ao serviço social, teve coordenação de Patricia Leal e da assistente social do Nupevid Maria Eduarda Vieira dos Santos Barreto. Já a Oficina II foi coordenada pela psicóloga do Nupevid Marcia Valeria Vicente Guinancio, ao lado das psicólogas Elisa Martins Silva e Julia Maria Barboza Pires Ferreira. Profissionais de diferentes varas e regiões do estado debateram a atuação técnica na perspectiva de gênero, raça e interseccionalidade na elaboração dos pareceres. Ao comentar casos acompanhados pelas equipes, Marcia relatou o de um agressor que, após ser preso, teve como consequência a melhora do quadro de saúde da vítima, que voltou a dormir sem o uso de medicação. “As informações colocadas no processo vão fazer com que a mulher seja ouvida ou vão fazer com que esse pedido, essa voz, seja silenciada?”, completou. VS/ SF Fotos: Brunno Dantas/TJRJ
26/06/2026 (00:00)
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