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Cipop-Rua sedia lançamento regional do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua

                                Censo nacional voltado exclusivamente para a população em situação de rua foi lançado pela primeira vez O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizará, pela primeira vez, um censo nacional voltado exclusivamente para a população em situação de rua. O lançamento regional da iniciativa ocorreu na manhã desta terça-feira, 28 de abril, no Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (Cipop-Rua/RJ), marcando mais um passo em um esforço inédito para dar rosto e voz a um grupo historicamente sub-representado nas pesquisas oficiais.  O objetivo central da operação é produzir dados oficiais que identifiquem quantas pessoas vivem nas ruas, qual é o seu perfil, incluindo idade, sexo e raça, e quais são suas necessidades mais urgentes. Segundo o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, o sistema estatístico brasileiro tem uma “dívida” de 90 anos com essa população, já que os censos realizados anteriormente focavam exclusivamente em pessoas com domicílio. Os resultados serão pulgados a partir de 2028, mas as abordagens começam ainda este ano.  “A estatística não é apenas uma descrição da realidade, é o instrumento necessário para transformá-la”, afirmou Pochmann durante o evento. Com base nos dados coletados, a expectativa é orientar políticas de proteção social e ressocialização, com foco na ampliação de serviços de acolhimento, no fortalecimento de programas de saúde itinerante, na qualificação profissional e na reconstrução de vínculos familiares e comunitários.                            O lançamento foi realizado no Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (Cipop-Rua/RJ)   Participação do TJRJ no levantamento de dados  O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) participa do projeto como um parceiro estratégico, disponibilizando dados que já foram levantados pela Justiça, por meio de iniciativas como o próprio Cipop-Rua. Representando o presidente do TJRJ e governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, o desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo destacou como o censo dará destaque a uma situação que “precisa sair de debaixo do tapete para que a sociedade brasileira tenha um conhecimento da sua realidade”.                                                    O desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo concede entrevista durante o evento  Além disso, para o magistrado, a iniciativa do IBGE, permitirá que o país obtenha um “verdadeiro diagnóstico dessa situação”, através de dados estatísticos, o que é “fundamental para que as políticas públicas aconteçam”. Ele ainda reforçou que esse mapeamento científico é primeiro passo para um “prognóstico” capaz de “resgatar a cidadania” de inpíduos que, muitas vezes, são vítimas de violências e intolerâncias antes mesmo de chegarem nas ruas.  Metodologia e construção coletiva  Diferentemente das versões anteriores, a metodologia do censo está sendo construída de forma colaborativa entre o IBGE, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e os ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Além disso, para garantir que a pesquisa reflita a realidade dessas pessoas, o Instituto estabeleceu um diálogo contínuo com movimentos sociais como o Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) e o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR).   A partir disso, uma das principais inovações deste levantamento é a contratação e capacitação de pessoas com trajetória de rua para compor as equipes de recenseadores. "Isso vai ajudar para que as pessoas se sintam mais confortáveis e seguras de responderem à pesquisa", explicou o secretário executivo do MNPR no Rio de Janeiro, Flávio Lino.  A voz de quem vive na pele  Para além dos números, o lançamento deu espaço para quem enfrenta a realidade das ruas. Igor Sardou dos Santos, de 33 anos, expressou esperança de que o censo traga um "olhar humano, não discriminatório" e abra portas para o emprego e a ressocialização. Já Paulo Henrique Correa, de 59 anos, ressaltou a importância da documentação: "É um meio da gente viver melhor, de ser reconhecido como ser humano, como cidadão".                                                  Igor Sardou dos Santos (em pé) fala sobre sua realidade como morador em situação de rua VM/IA  Fotos: Brunno Dantas / TJRJ 
29/04/2026 (00:00)
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