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Dia Nacional do Profissional da Saúde: equipe lida diariamente com urgências e acolhimento

                                                                     Neste 12 de maio, é celebrado o Dia Nacional do Profissional da Saúde Em um ambiente marcado por prazos, audiências e alta circulação de pessoas, o cuidado com a saúde também faz parte do funcionamento diário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). É nesse contexto que atuam os profissionais do Departamento de Saúde (Desau), responsáveis por atendimentos de urgência, perícias médicas e ações voltadas à saúde funcional de magistrados, servidores, colaboradores e frequentadores do Fórum Central. Neste 12 de maio, é celebrado o Dia Nacional do Profissional da Saúde.  No setor, nenhum dia é exatamente igual ao outro. Há momentos em que a rotina segue de forma tranquila, marcada por acompanhamentos médicos e avaliações funcionais. Em outros, o departamento é acionado para atender emergências nos corredores do fórum, gabinetes ou plenários, exigindo respostas rápidas em um ambiente de intensa movimentação.  Inaugurado em 1971, inicialmente como Serviço de Saúde, o departamento funcionava no Museu da Justiça antes de ser transferido, em 1972, para a Lâmina I do Fórum Central. Atualmente, o Desau integra a estrutura da Secretaria-Geral de Gestão de Pessoas (SGPES) e conta com 20 médicos (entre eles dois psiquiatras), além de quatro psicólogos, cinco enfermeiros, seis técnicos de enfermagem e duas assistentes sociais. O atendimento funciona em sistema de plantão, garantindo suporte contínuo ao público interno do Tribunal.  Diagnóstico rápido em situações de emergências  À frente do Serviço de Saúde Ocupacional, o médico Guilherme Seixas Barros ingressou no Tribunal em 2012. Para ele, o trabalho no TJRJ exige a compreensão de que se trata de uma medicina pré-hospitalar, em que o diagnóstico depende fundamentalmente do quadro clínico e dos sinais vitais, uma vez que o setor não dispõe de métodos como tomógrafos ou exames de sangue.  Um dos episódios mais marcantes em sua trajetória foi o atendimento a um servidor com sintomas neurológicos sugestivos de um acidente vascular cerebral (AVC). A agilidade da equipe em diagnosticar o quadro e providenciar o transporte imediato a uma unidade hospitalar foi o fator determinante para que o paciente se recuperasse sem sequelas graves.   Para o médico, a profissão exige renovação constante. “Médico que para de aprender está deixando de ser médico”. Guilherme observa que, após a pandemia, a demanda por saúde mental cresceu exponencialmente, o que motivou o departamento a intensificar o mapeamento de riscos psicossociais no trabalho.                                                                              Médico Guilherme Seixas Barros ingressou no Tribunal em 2012 A importância da saúde mental  Há 28 anos, a psicóloga Amélia Cristina Dominguez Alvarez é a diretora da Divisão de Saúde Mental (Disam). Para ela, saúde e produtividade são indissociáveis, reforçando que não existe bem-estar pleno sem equilíbrio mental no ambiente laboral.  Atualmente cursando doutorado em saúde do trabalhador com foco na atividade dos oficiais de justiça, a psicóloga vê o Tribunal como seu grande laboratório de vida. Citando o presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), ela reforça: "não existe saúde sem saúde mental e não existe trabalho e produtividade sem saúde".   Sobre o papel do profissional de saúde, Amélia destaca: "a gente tem que ter muita humildade para lidar com as pessoas... para entender o trabalho e o que acontece na situação de trabalho, a gente tem que sempre ouvir o trabalhador, porque ele é que tem o lugar de fala".                                                    A psicóloga Amélia Cristina Dominguez Alvarez é a diretora da Divisão de Saúde Mental (Disam) Entre audiências e atendimentos  No Desau há três anos, a enfermeira plantonista Flavia Regina Rodrigues Gonçalves traz a experiência de especialista em terapia intensiva para o ambiente ambulatorial do fórum. A rotina envolve desde o tratamento de cefaleias e sintomas gripais até emergências críticas, como paradas cardiorrespiratórias e crises hipertensivas severas.  “Há pessoas que chegam ao fórum para participar de uma audiência ou resolver alguma questão em cartório e, diante da tensão e da pressão do momento, acabam apresentando quadros de hipertensão severa, AVCs e até infartos. Aqui, temos toda a estrutura necessária para realizar esse tipo de atendimento. Atendemos desde situações mais simples, como dores de cabeça e cefaleias de baixa intensidade, até casos mais graves, envolvendo emergências cardiológicas, neurológicas e paradas cardiorrespiratórias”, completa Flavia.                                                    A enfermeira Flávia Regina (terceira da esquerda) com a equipe de enfermagem do Desau   O olhar de quem está começando  O futuro do Desau também passa pelo olhar de futuros profissionais como Rodrigo da Paixão Nogueira, estagiário de Psicologia no nono período. Para ele, atuar no Tribunal rompe com o paradigma da clínica tradicional de consultório.  Rodrigo defende uma visão integrada da saúde. "A gente se preocupa com saúde mental e a saúde de uma forma ampliada. E, aí, isso envolve questões biopsicossociais. Não é somente tratar de um fator biológico, a gente envolve ali a relação da pessoa com a família, com a sociedade, com o meio ambiente que ela vive". Citando Guimarães Rosa, ele define a trajetória profissional como um desafio constante. "O viver é um eterno rasgar e remendar".  VM/ SF Fotos: Brunno Dantas / TJRJ 
12/05/2026 (00:00)
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