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Atuação participativa da Auditoria Interna nas decisões do Poder Judiciário é destaque em abertura de evento

A promoção da eficiência administrativa, da gestão de riscos e do aperfeiçoamento contínuo dos serviços que são prestados à sociedade pelo Poder Judiciário traduzem o papel da auditoria interna. O resumo das atividades foi destacado pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante a abertura da 5ª edição do Fórum Permanente de Auditoria do Poder Judiciário, na manhã desta segunda-feira (27/7), em Brasília. “Em um cenário a cada dia mais complexo e, por isso mesmo, dinâmico, o Poder Judiciário é chamado a aprimorar seus mecanismos de controle, planejamento e avaliação de resultados. Nesse contexto, a auditoria deixa de ser uma ferramenta de verificação de conformidade, que é, mais vai além para se consolidar como instrumento de apoio à tomada de decisões, à inovação e à boa gestão pública”, disse o ministro em vídeo exibido à plateia do evento. Neste sentido, ele relembrou o dever constitucional do Poder Judiciário, que é de promover e gerar confiança protegendo os direitos fundamentais. “Ao realizar o evento, o CNJ reafirma seu compromisso com a disseminação das boas práticas, com a valorização dos profissionais da área e com a construção de uma cultura institucional orientada pela responsabilidade, pela ética da conformidade e pela busca permanente da verdadeira e genuína excelência”, pontuou Fachin. Presente na mesa de abertura, a secretária-geral do CNJ, Clara Motta, destacou a importância que o presidente da CNJ confere à auditoria interna. “O ministro Fachin colocou em discussão no Observatório Nacional de Integridade e Transparência sobre como podemos avançar em ética judicial, em padrões de controle e verificação de variação patrimonial e em múltiplas funções”, exemplificou. Ela ainda relembrou que mesmo juíza, exerceu a função de auditora no Tribunal Superior Eleitoral. “Acompanhei a evolução das unidades, que saíram do perfil de controle interno para o atual, vinculado à alta administração, um perfil mais autônomo e independente como precisamos que seja, com equilíbrio para que possamos contribuir com formulação de políticas que digam respeito à integridade”, sugeriu. Ao abrir o evento, o secretário da Auditoria Interna do CNJ, Felipe Berkenbrock Goulart, assegurou que a área atua de forma independente e objetiva a serviço da instituição e com diálogo construtivo. “Queremos consolidar a percepção de auditoria estratégica, presente e próxima de quem administra, e ao mesmo tempo dizer o que é necessário”, expôs. O gestor lembrou que as atividades estão em consonância com a Estratégia Nacional do Poder Judiciário, anto para o ciclo atual, quanto para o próximo, 2027-2032. A mesa de abertura também contou com a presença do auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) atualmente atuando na HU Brasil, antiga Ebserh, Marcus Vinicius Braga. Ele ministrou a palestra Auditoria 4.0. O evento prossegue até a quarta-feira (29/7), contemplando atividades como mesas-redondas, apresentação de boas práticas e projetos-piloto. No dia do encerramento, serão conhecidos os vencedores do Prêmio Auditoria Geração de Valor – 2026, selecionados pelos participantes do evento a partir das apresentações feitas ao longo do fórum. Finalidade Durante os três dias do evento, os participantes vão debater temas práticos e teóricos relacionados à atividade de auditoria, além de difundir as melhores práticas adotadas pelos órgãos públicos.  A intenção é elevar o conhecimento dos servidores do Poder Judiciário para um patamar que permita a constante melhoria da avaliação dos processos de gerenciamento de riscos, de controles internos, de integridade e de governança. Texto: Margareth Lourenço Edição: Beatriz Borges Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 6
27/07/2026 (00:00)
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