Sábado
09 de Maio de 2026 - 

Acompanhe seu processo

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Notícias

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32
LIBRA ES ... 6,19 6,20
PESO (ARG) 0,01 0,01
PESO (URU) 0,12 0,12

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
S&P 500 0,31% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .

Previsão do tempo

Segunda-feira - Campinas...

Máx
34ºC
Min
21ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - Campinas,...

Máx
34ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Campinas,...

Máx
35ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Quinta-feira - Campinas,...

Máx
35ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Políticas judiciárias brasileiras são destaques do CNJ em evento em Haia

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) participou nesta semana do evento internacional Justice Matters 2026, em Haia, na Holanda. A conselheira do CNJ Jaceguara Dantas representou o Judiciário brasileiro no painel High-Level Judicial Dialogue (África–Ibero-América) e expôs a arquitetura institucional do país voltada à governança de dados, à celeridade processual e à garantia de direitos fundamentais. Sob a premissa de que o acesso à justiça é um direito multidimensional, a apresentação destacou o modelo de gestão do Judiciário brasileiro, responsável pela administração de um acervo de mais de 80 milhões de processos integrados na base nacional de dados. A conselheira enfatizou a transição de um modelo de atuação reativo para uma política judiciária de caráter preventivo, alinhada a compromissos vinculantes como a Constituição Federal, a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw) e a Convenção de Belém do Pará. Durante o painel, ela ressaltou a necessidade de uma administração pública voltada a resultados concretos para a sociedade. “A métrica de sucesso da Justiça não é mais quantos processos julgamos, mas quantas vidas nós protegemos antes do colapso”, afirmou a conselheira. Celeridade jurisdicional O CNJ também apresentou resultados práticos da interoperabilidade de sistemas e da inteligência de dados na gestão judicial. A conselheira citou o cenário criado por mais de 1 milhão de casos de violência doméstica tramitando anualmente no Brasil, em que a inteligência de dados se tornou um instrumento de denúncia e prevenção. Atualmente, o Judiciário brasileiro defere cerca de 70 medidas protetivas de urgência por hora. Por meio de políticas de integração tecnológica entre os sistemas da Justiça, da segurança pública e da saúde, e com o uso de modelos preditivos de risco, o tempo de cumprimento dessas medidas foi reduzido para menos de 48 horas, evidenciando o impacto da modernização administrativa na celeridade processual. Gênero e equidade A delegação brasileira também destacou a edição de atos normativos estruturantes, como o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, por meio da Resolução CNJ 492/23, como diretriz vinculante para toda a magistratura nacional. A medida, em linha com obrigações impostas ao Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) como as do Caso Márcia Barbosa, reflete o compromisso do CNJ com a mitigação de vieses institucionais e o combate à revitimização. Além disso, o CNJ reafirmou seu compromisso com a paridade e a pluralidade, implementando políticas de cotas raciais em concursos, ações afirmativas para mulheres em cargos de liderança e comitês de equidade, para garantir a pluralidade como condição para a qualidade técnica das decisões. Acesso à justiça No âmbito do acesso à justiça, o CNJ expôs as políticas de interiorização e capilaridade do Estado em áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “A universalidade da justiça exige presença física e escuta atenta, especialmente para populações com múltiplas vulnerabilidades, como as mulheres indígenas”, ressaltou a conselheira Jaceguara. O Judiciário tem promovido a instalação de pontos de atendimento digital em territórios remotos e o uso de equipes móveis, em barcos e caminhões, para alcançar comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas, assegurando atendimento com adequação linguística e cultural. Essas ações são complementadas por políticas nacionais de erradicação do sub-registro civil, considernado a cidadania documental como pressuposto para o exercício de direitos. Cooperação internacional A participação do CNJ em Haia reforçou a diretriz de cooperação horizontal entre os países do Sul Global. O Conselho ofereceu compartilhar sua expertise em infraestrutura tecnológica e gestão de dados com nações da África e da Ibero-América, buscando intercâmbio de boas práticas em justiça de proximidade e tribunais móveis. A conselheira ressaltou também a articulação interinstitucional no plano interno, exemplificada pela assinatura do Pacto Nacional contra o Feminicídio, firmado, em fevereiro de 2026, pelos Três Poderes da República. “Chegar antes do luto é a nossa missão mais elevada. A justiça não se resume a julgar processos; ela é a infraestrutura preventiva da vida”, concluiu a conselheira. Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 8
08/05/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Visitas no site:  10055563
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.