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Iniciadas as comemorações do centenário do poeta Paulo Bomfim

Primeiro evento ocorreu na APL. Foram abertas, ontem (10), na sede da Academia Paulista de Letras (APL), as comemorações do centenário de nascimento de Paulo Bomfim, escritor, jornalista, cronista e poeta que se tornou conhecido como o Príncipe dos Poetas Brasileiros, falecido em 2019. A homenagem, promovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Serviço Social do Comércio (Sesc) e APL, evidencia a importância de seu legado para a literatura e a memória paulista. Na “Abertura das Comemorações”, antes das leituras poéticas, os integrantes da mesa de honra deixaram registradas suas saudações à memória do homenageado. O presidente da APL, Antonio Penteado Mendonça, apresentou os integrantes da academia presentes no evento e lembrou que Paulo Bomfim também foi ocupante de uma das cadeiras da Academia, de modo que sua presença será sempre lembrada. Paulo Bomfim integrou a APL por 56 anos e, nos últimos 15 anos de sua vida, foi o seu decano. O desembargador Alexandre Alves Lazzarini, representando o presidente do TJSP, lembrou que o poeta paulista foi seu primeiro chefe. "Há 40 anos, quando ingressei no serviço público, fui muito bem recebido por ele. Estar aqui, hoje, relembrando a memória do Paulo é uma sensação muito boa", declarou. O presidente do TRE-SP, desembargador José Antonio Encinas Manfré, destacou a alegria por saudar o "inesquecível" Paulo Bonfim. "Lembrar dele é valorizar também a nossa memória democrática, pela qual nosso poeta lutou tanto, e isso para nós significa muito", disse. Em seguida, três grandes nomes da cultura brasileira, integrantes da Academia Paulista de Letras, fizeram leituras em homenagem a Paulo Bonfim, com quem conviveram na APL e nos circuitos culturais paulistanos. A dramaturga, escritora e roteirista Maria Adelaide Amaral leu um texto inédito de sua autoria. "Escrevi essas linhas de homenagem pensando na relação que Paulo tinha com a cidade de São Paulo. Ele era fundamentalmente um paulista e um poeta. Viveu a vida cultural de São Paulo como poucos, desde menino, em passeios com os pais pela Praça da República e no Jardim da Luz, até a maturidade, vendo a cidade crescer e se transformar. Paulo honrou e resgatou a memória de São Paulo. Cavaleiro do tempo e eterno cavalheiro, foi muito amado e teve muitos amigos. Ele encantava a todos com sua culta e serena presença: era a encarnação da gentileza e da escuta atenta", leu, emocionada. Em seguida, a poeta, ensaísta e crítica literária Mariana Ianelli e a atriz, escritora e roteirista Bruna Lombardi se revezaram na leitura de poemas e crônicas do Príncipe dos Poetas Brasileiros, selecionados por elas, dentre os quais "Canto, cântaro", "Heresias", "Inventário" e "Notícia". O encerramento da noite foi com a leitura de "Eu te amo, São Paulo", de Paulo Bonfim, por Mariana Ianelli. “Enquanto viver, por onde andar, levarei teu nome pulsando forte no coração, e quando esse coração parar bruscamente de bater, que eu retorne à terra donde vim, à terra que me formou, à terra onde meus mortos me esperam há séculos; por epitáfio, escrevam apenas sobre meu silêncio, minha primeira e eterna confissão: – EU TE AMO SÃO PAULO!” Em parceria com o Migalhas, durante o evento foram distribuídos exemplares da obra "Migalhas de Paulo Bomfim", produzida pelo portal de notícias jurídicas. Também estiveram presentes à comemoração o presidente da Seção de Direito Privado, desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken; o presidente da Comissão de Gestão da Memória e do Museu do TJSP, desembargador Octávio Augusto Machado de Barros Filho; o desembargadorJosé Maria Câmara Júnior; a juíza assessora da Presidência Gabriela Fragoso Calasso Costa (Gabinete Civil); a juíza assessora da Seção de Direito Privado Karina Ferraro Amarante Innocencio; a diretora cultural da Associação Paulista de Magistrados, juíza Danielle Martins Cardoso, representando o presidente; o ministro Sidnei Beneti, representando a Academia Ribeirão-Pretana de Letras; o desembargador federal Audrey Gasparini, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, representando o presidente; o ex-presidente da República Michel Temer; a assessora da Secretaria Municipal de Educação Silvia Cristina Herculano, representando o secretário; o ministro Cezar Peluso; o subcomandante geral da GCM/SP, José Aparecido Cesar Filho, representando o comandante-geral; a vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Cristiane Carbone; a integrante da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras Raquel Naveira, representando o presidente; o integrante da Academia Caçapavense de Letras Israel Zan Port, representando o presidente, os acadêmicos da APL, amigos e admiradores do poeta. Sequência das comemorações – Na quarta-feira (16), às 19 horas, “Noite Poética”, no Teatro Anchieta/Sesc Consolação; quinta-feira (24), às 12 horas, “Apresentação Musical no Museu do TJSP”; e como encerramento, na quarta-feira (30) – dia em que Paulo Bomfim completaria 100 anos – às 17 horas, “Missa na Capela Santa Luzia e Menino Jesus” e, às 18 horas, “Inauguração da estátua, da exposição Poeta Paulo Bomfim e Sarau no Palácio da Justiça”. Mais do que uma homenagem a um grande escritor, o centenário de Paulo Bomfim simboliza a união de diferentes segmentos da sociedade em torno da valorização da cultura e da memória. Ao recordar sua trajetória e seu legado, as comemorações reafirmam a atualidade de sua obra e a força de sua mensagem: a de que a poesia é capaz de preservar identidades, aproximar gerações e manter viva a história de um povo. 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11/09/2026 (00:00)
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