Quinta-feira
19 de Março de 2026 - 

Acompanhe seu processo

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico

Notícias

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 4,85 4,85
EURO 5,32 5,32
LIBRA ES ... 6,19 6,20
PESO (ARG) 0,01 0,01
PESO (URU) 0,12 0,12

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
S&P 500 0,31% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .

Previsão do tempo

Segunda-feira - Campinas...

Máx
34ºC
Min
21ºC
Parcialmente Nublado

Terça-feira - Campinas,...

Máx
34ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Campinas,...

Máx
35ºC
Min
24ºC
Parcialmente Nublado

Hoje - Campinas, SP

Máx
35ºC
Min
23ºC
Parcialmente Nublado

A CGJ e o compromisso permanente com a qualidade da prestação jurisdicional

Entrevista com a desembargadora Silvia Rocha. A Corregedoria-Geral da Justiça ocupa um lugar singular na estrutura do Poder Judiciário. Mais do que fiscalizar, orientar ou normatizar, exerce função essencial à integridade institucional: garantir que a Justiça chegue ao cidadão com eficiência, regularidade, humanidade e segurança jurídica. Em um estado da dimensão de São Paulo, essa missão assume uma complexidade proporcional ao tamanho da responsabilidade. As atribuições da CGJ — fiscalizar permanentemente os serviços judiciais e extrajudiciais, realizar correições, instaurar sindicâncias, acompanhar magistrados não vitaliciados, inspecionar unidades prisionais e decidir sobre interdições — não se limitam ao aspecto disciplinar. Trata-se de trabalho que tem como eixo a orientação, a padronização de procedimentos, o aperfeiçoamento das rotinas e a promoção de boas práticas. No biênio 2026/2027, essa missão está sob a condução da desembargadora Silvia Rocha – primeira mulher a ocupar o cargo. Em sua trajetória, Silvia Rocha reflete, em cada etapa, profundo compromisso com o serviço público. Desde o ingresso na Magistratura em 1985, passando pelas comarcas de Santo André, Cananéia, Taboão da Serra, Valinhos e Capital, até sua promoção a desembargadora em 2010, sua carreira demonstra sensibilidade às múltiplas realidades que compõem o primeiro grau de jurisdição. Nesse sentido, a experiência da corregedora em áreas como formação de magistrados, coordenação do Nupemec e atuação no Órgão Especial representa um ativo valioso para o momento atual. Em um ambiente de crescente demanda por soluções consensuais de conflitos, a vivência direta no fortalecimento dos Cejucs e na disseminação da cultura da mediação confere à gestão uma perspectiva moderna, alinhada às necessidades contemporâneas do Judiciário e da sociedade. Ao assumir o cargo, a desembargadora Silvia Rocha trouxe consigo não só décadas de experiência jurisdicional, mas também uma trajetória marcada pela participação em comissões essenciais à organização judiciária, pela contribuição à formação de novos magistrados e pela defesa de um Judiciário acessível, transparente e eficiente. Essa somatória de vivências encontra agora sua expressão mais ampla na condução do órgão que tem a missão de zelar pela qualidade da Justiça em seu estágio mais próximo do cidadão: o primeiro grau. Há muitos desafios, mas há, também, o compromisso com a responsabilidade pública, valor que permeia a atuação da corregedora desde o início de sua carreira. Mais que um órgão fiscalizador, a Corregedoria-Geral da Justiça é o elo que assegura a regularidade, a integridade e a confiança no sistema judicial. Sua atuação silenciosa, técnica e contínua é o alicerce que sustenta o funcionamento cotidiano da Justiça paulista. E é justamente essa dimensão estrutural, muitas vezes invisível ao público, que torna tão relevante o trabalho que se realiza a partir do gabinete da nova corregedora-geral. Confira a entrevista com a corregedora-geral da Justiça – desembargadora Silvia Rocha: Dejesp: A Corregedoria-Geral da Justiça exerce fiscalização permanente sobre a primeira instância e sobre os serviços extrajudiciais. Quais áreas a senhora considera prioritárias neste início de biênio? SR: Tudo o que envolva melhor prestação jurisdicional e melhor prestação do serviço extrajudicial. Temos visto problemas com excesso de prazos para proferir decisões e para cumpri-las, muito além do razoável, e problemas de gestão dos cartórios, de condução do cartório e do próprio serviço. Os juízes têm, além disso, sofrido com a modificação de sistema para o eproc e precisam e buscam muita orientação a respeito. O principal problema, nesse momento, é conseguir fazer a mudança de sistema e continuar produzindo bem. Dejesp: Como a senhora avalia o equilíbrio entre o papel fiscalizatório e o papel orientador da Corregedoria diante das unidades judiciais e extrajudiciais? SR: Um está umbilicalmente ligado ao outro, porque toda vez que se depara com algum tipo de irregularidade – e as irregularidades não são necessariamente dolosas nem práticas de ilícitos – é preciso não só orientar e ajudar a regularizar o que tiver que ser regularizado, mas, em caso de apuração de conduta indevida ou ilícita, propor a instauração de processos administrativos e punições. Não se procede só de uma maneira ou de outra. É claro que o que se quer é corrigir, orientar sempre, mas o que estiver errado tem de ser alterado, e quando é necessário eliminar algo que esteja andando muito mal, equivocada ou ilicitamente, a Corregedoria tem de agir e cumprir o seu papel. Dejesp: A fiscalização de estabelecimentos prisionais e a possibilidade de interdição de cadeias compõem atribuição sensível do órgão. Quais são os maiores desafios nessa área? SR: Uma das mais sensíveis e importantes atividades desempenhadas pela Corregedoria-Geral da Justiça é o exercício da corregedoria dos presídios, que consiste na fiscalização dos estabelecimentos prisionais de modo amplo. Essa atividade tem extrema importância e é de grande responsabilidade, não apenas do ponto de vista dos direitos fundamentais das pessoas que estão privadas de liberdade, mas, sobretudo, da segurança pública. Em São Paulo tudo tem maior dimensão e é mais complexo, em razão do expressivo número de pessoas no cumprimento de penas. São mais de 200.000 pessoas em regimes fechado e semiaberto – sem contar os que cumprem outro tipo de pena –, distribuídas em 180 unidades prisionais. A corregedoria dessas unidades prisionais é exercida de maneira regionalizada, por meio de dez unidades regionais do Departamento Estadual de Execuções Criminais – Deecrim. Esse imenso trabalho de fiscalização, sempre em constante diálogo com o Poder Executivo, tem proporcionado muitos avanços e é com a meta de avanço e com responsabilidade que continuaremos seguindo. Exemplo disso é a futura expansão do Sistema Eletrônico de Execução Unificado, o SEEU, fruto de construção com o Conselho Nacional de Justiça, que aperfeiçoará ainda mais o controle da execução da pena em nosso estado. Dejesp: As normas de serviço orientam o trabalho de todo o primeiro grau e das delegações. Quais avanços normativos a senhora pretende priorizar? SR: Primeiro, rever as normas, verificar o que é inútil, o que é repetitivo, o que apenas reproduz a legislação e, portanto, não é necessário. E sempre melhorar para facilitar o serviço e torná-lo mais rápido, desburocratizado e, ao mesmo tempo, garantir a sua eficiência, para que seja cumprido adequadamente. As normas têm de orientar e servir de parâmetro para que o juiz e os servidores saibam para onde e como devem seguir. O maior desafio é compor as normas de modo que não sejam inúteis nem prolixas, mas eficientes. Dejesp: Como a Corregedoria planeja aprimorar o modelo de correições para torná-lo mais eficiente e preventivo? SR: As correições, no mais das vezes, são presenciais, para que possamos ver nas comarcas o andamento dos serviços, orientar e sanar dúvidas dos juízes e funcionários e ouvir o que membros do Ministério Público ou da Advocacia têm a dizer. É evidente, porém, que contamos, hoje, com a informatização e meios digitais que nos auxiliam todo o tempo a apurar mais rapidamente e com mais clareza quais os problemas de cada vara, dos cartórios e das UPJs. Todas as informações de que precisamos, conseguimos rapidamente e de maneira fácil e precisa, porque está tudo nos sistemas. Não há como esconder informações. Dejesp: O que a senhora considera essencial para garantir padronização e mais qualidade nas serventias extrajudiciais em todo o estado? SR: A Corregedoria paulista por décadas tem sido ciosa do cuidado e da atenção que é preciso dedicar ao serviço extrajudicial e isto na sua jurisprudência (pensemos nos julgados que se reuniram durante décadas e que contribuíram para dar ao notariado e ao registro paulista a feição que têm hoje); também na sua organização (recordemos a organização dos concursos e a estruturação e a distribuição dos serviços); e na sua disciplina (como exemplos as Normas de Serviço e os contínuos trabalhos de correição pelo estado afora). Sendo assim, é persistindo neste caminho – de superintendência, fiscalização e orientação – e com renovado aprimoramento, que a Corregedoria-Geral conseguirá contribuir com tabeliães e registradores para a prestação de serviço adequado, como o desenvolvimento de São Paulo precisa e de que a sua população tanto necessita. Dejesp: Cabe à Corregedoria receber reclamações, instaurar sindicâncias e acompanhar o desempenho dos juízes não vitaliciados. Como a senhora pretende fortalecer esses mecanismos com foco em transparência e segurança institucional? SR: Estamos trabalhando com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Escola Paulista da Magistratura (EPM) para estabelecer novas normas para o vitaliciamento. Em relação aos juízes e juízas que poderão ser vitaliciados este ano, as normas que apurarão suas capacidades e adaptações à Magistratura ainda são as que estão em vigor. Daí para a frente será diferente. A intenção é apurarmos cada vez mais e melhor, como estão se desenvolvendo e adaptando os novos juízes, o que eles estão conseguindo fazer, como ele estabelece relacionamentos nos lugares para onde foi designado e como está procedendo em suas decisões e na gerência do seu trabalho, tudo com o auxílio de preceptores e da EPM. É isso o que tem de ser verificado, além do comportamento social, do relacionamento que os novos juízes e juízas estabelecem com os colegas e com os servidores, seriedade e compromisso com a Magistratura e com a prestação jurisdicional. As novas normas deverão sair brevemente e creio que elas estejam aprimorando o que já vinha sendo feito. A EPM é fundamental nesse contexto, porque os novos passam muito tempo na Escola, onde são orientados e observados. Dejesp: Falando ainda em magistrados no início de carreira, em sua visão, qual deve ser o papel pedagógico da Corregedoria no desenvolvimento desses juízes? SR: Informá-los, orientá-los e acompanhá-los é papel da Corregedoria, para que compreendam a relevância do seu cargo, em razão do serviço fundamental que prestam. Não são burocratas, são órgãos de Poder e têm de ter consciência plena disto. Sem os juízes, garantias e direitos não são preservados. Se o juiz tiver plena noção dessa importância, realizará um bom trabalho. Ele deve saber, também, que o poder que lhe é conferido deve ser aplicado no exercício do seu trabalho, exclusivamente, e que o seu uso implica responsabilidade, seriedade, compromisso e não dispensa respeito e cortesia. Dejesp: A senhora passou por persas comarcas — Santo André, Cananéia, Taboão da Serra, Valinhos e Capital. De que maneira essa vivência plural prepara uma magistrada para a função correicional? SR: Toda a carreira, não somente o fato de ter atuado em várias comarcas – e não foram só várias comarcas; em São Paulo foram várias varas: cível, criminal, de família –, toda a carreira – e a minha é muito longa, são 41 anos – prepara para a atividade correicional. O juiz que atua em 1º Grau exerce, o tempo todo, atividade correicional, no serviço judicial, no extrajudicional, em penitenciárias e em delegacias. Essa experiência é adquirida todos os dias. O trabalho de nenhum juiz é bom e rende bons frutos se o cartório ou a UPJ com o qual ele trabalha não funciona bem. E vice-versa: se a UPJ ou o cartório funcionam muito bem e o juiz não trabalha bem o resultado também não é bom. O juiz precisa saber atuar no cartório, precisa ser bom gestor e, além disso, exercer atividade correicional adequada em relação ao trabalho de cada servidor, de como cada um deve proceder e onde deve estar para desenvolver o trabalho da melhor maneira possível. Dejesp: Como a experiência acumulada desde 1985, aliada aos anos no 2º Grau e a atuação no Órgão Especial, influencia sua abordagem à frente da Corregedoria? SR: Influencia muito, porque a experiência é muito grande. A visão de 1º Grau é uma; a de 2º é outra. Tudo amplia a visão, e quanto mais trabalho e mais dedicação ao aprendizado cotidiano, que nunca se esgota, melhor o exercício da atividade jurisdicional e do exercício da função correicional. Dejesp: As delegações notariais e de registro possuem papel estratégico na prestação de serviços à sociedade. Quais medidas a senhora considera fundamentais para aprimorar o controle e a eficiência dessas unidades? SR: Há algo que é preciso frisar, porque costuma passar despercebido: o Código Civil é organizado supondo e exigindo as notas e os registros. Ao impor as regras fundamentais para a vida em sociedade, as leis civis preveem que os nascimentos, casamentos e óbitos sejam registrados; determinam que as pessoas jurídicas só existam ou deixem de existir a partir da inscrição dos seus atos constitutivos; exigem que os negócios jurídicos de maior importância, como os mobiliários e os testamentos, sejam celebrados por escrituras públicas, estatuem que a constituição, modificação e a extinção dos direitos reais imobiliários dependem do registro público; e submetem uma série de efeitos obrigacionais a formalidades registrais que lhes garantam a segurança e a perenidade. Se, portanto, as notas e os registros têm esse papel estratégico, é natural que a Corregedoria-Geral da Justiça tenha, também no campo do serviço extrajudicial, visão estratégica que permita desempenhar mais e melhor o poder de fiscalização que lhe é atribuído. Um primeiro ponto está em que os serviços extrajudiciais têm crescido em volume e complexidade, pois nas últimas décadas a lei lhes têm concedido uma série de novas funções (pensemos no pórcio e no inventário extrajudicial, no processo de execução da alienação fiduciária em garantia, nos processos extrajudiciais de usucapião e adjudicação compulsória, por exemplo). Ora, a Corregedoria-Geral da Justiça só conseguirá desempenhar sua tarefa de orientação e disciplina dessas funções se, ao lado de seus atuais modos de inspeção estiver cada dia mais preparada para usar meios eletrônicos que lhe permitam dispor, com inteligência e rapidez, da imensa quantidade de dados de que já dispõe e que esperam processamento, para que se possa nortear e acompanhar a prestação dos serviços. Um segundo ponto está em incrementar a compreensão dos serviços extrajudiciais pelo próprio Poder Judiciário, investindo na formação dos Juízes Corregedores Permanentes – à disposição dos quais, sempre recordo, a Corregedoria está e estará – e apostando na comunicação direta e franca om os tabeliães e registradores. Dejesp: A senhora coordenou o Nupemec em 2024 e 2025. Como essa experiência influencia a visão da corregedora sobre a política pública de solução consensual de conflitos? SR: Influencia muito porque, antes de assumir a coordenadoria do Nupemec, eu não estava atualizada com as questões relacionadas à conciliação e à mediação. Descobri que os meios de solução de conflitos se ampliaram muito e estão fortalecidos pela conciliação, encarada hoje como política pública séria e relevante, não só pelo Judiciário, mas pela sociedade e por empresários comprometidos. São Paulo está à frente no setor de conciliação e mediação. Temos 316 Cejuscs (Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania) no estado e funcionando muito bem. Em São Paulo existem Cejuscs especializados que funcionam muito bem. O Cejusc da Fazenda Pública é um exemplo primoroso, relacionado a fornecimento de medicamentos; o Cejuscom, relacionado a problemas de consumidor e superenpidamento. Isso tudo abriu a minha visão e a minha esperança sobre como a conciliação pode auxiliar a atividade jurisdicional em vários campos. Mais do que isso, como ela pode ajudar as pessoas a resolverem os próprios litígios de modo mais fácil, efetivo, rápido, mais barato e satisfatório. Dejesp: Quais são, na sua avaliação, os eixos mais importantes para fortalecer o trabalho dos Cejuscs durante sua gestão? SR: O Cejusc precisa de apoio e ele o está tendo cada vez mais, porque as pessoas estão se conscientizando do que a conciliação significa e da sua importância. Antes, era vista de modo secundário, hoje é meio de solução de litígio, assim como a prestação jurisdicional. O Cejusc precisa de atenção e de estrutura melhor em algumas cidades menores. Precisa também de mais pulgação. As pessoas precisam saber que existe esse meio de composição e que é tão bom e tão importante. Dejesp: A senhora integra o Órgão Especial desde 2023. Como essa atuação contribui para a tomada de decisões estratégicas envolvendo o 1º Grau? SR: Especialmente nas questões relativas a processos administrativos, aos quais a Corregedoria dá ensejo. O Órgão Especial é o competente para julgar os processos administrativos em que há envolvimento de juízes. Essa experiência fez-me atualizar em relação a como o 1º Grau está, quais problemas os juízes estão enfrentando e que soluções a eles têm dado, se boas ou ruins. A experiência no Órgão Especial é fundamental para conhecer melhor o Tribunal, seus problemas e suas grandes realizações. Dejesp: De que maneira a sua experiência no colegiado mais elevado do Tribunal auxilia a Corregedoria no diálogo com magistrados, delegatários e servidores? SR: Os julgamentos no Órgão Especial, dos quais participam 25 desembargadores, são os mais difíceis que enfrentei. Julgar sozinho implica técnica, aplicação da lei e o próprio convencimento. Em 2º Grau deve-se levar em conta outros entendimentos, às vezes persos do seu, para a solução do caso concreto, e isso implica ainda maior ponderação e reflexão. Em uma câmara julgamos em cinco magistrados; no Órgão Especial são vinte e cinco, provenientes de Seções persas e com experiências diferentes. O entendimento, o aprimoramento da fundamentação, o convencimento que se tem que ter em cada decisão são maiores e mais complexos. Muito enriquecedor, mas bastante difícil. Se o juiz tem que aprender a ser bom mediador e a compor desde que ele entra na carreira, quando chega no Órgão Especial tende a aprender muito mais e novamente. Dejesp: Ao presidir a Comissão Examinadora do 189º Concurso de Ingresso na Magistratura, a senhora participou diretamente da seleção de juízes. Que competências acredita que o magistrado contemporâneo precisa desenvolver? SR: Foi uma das melhores experiências que tive na Magistratura. Profundamente enriquecedora. O trabalho de trazer novos juízes para o Judiciário de São Paulo, com certeza, é um dos mais importantes que podemos realizar. Não acredito que o juiz contemporâneo tenha que ter atributos diferentes dos que o juiz tinha de ter quando ingressei na carreira. O juiz precisa ter idoneidade moral, seriedade, maturidade, conhecimento técnico, bom senso e muita vontade de trabalhar e precisa saber que, no estado de São Paulo, no Judiciário de São Paulo, trabalha-se muito. E exige-se que esse trabalho seja muito sério. É claro que hoje tudo é diferente em relação ao modo como esse trabalho é realizado. O trabalho é inteiramente digital; quando ingressei na Magistratura havia máquina de escrever. Os meios mudaram, mas a qualificação de um juiz ou de uma juíza foi e tem de ser a mesma: bom caráter, boa vontade, idoneidade e excelente preparo técnico. Dejesp: Quais são os pilares estratégicos que a senhora pretende implementar ou aprofundar durante o biênio 2026/2027? SR: Disse em meu discurso da posse administrativa que a Corregedoria é a memória dos juízes, não pode deixá-los esquecer do que representa o que fazem. O trabalho do juiz é tão volumoso que, às vezes, ele esquece da relevância do que está realizando. Às vezes os juízes esquecem do quanto precisam trabalhar. O pilar da Corregedoria deve ser o tempo todo redirecionar o juiz para o caminho que deve seguir, a fim de realizar o seu bom e imprescindível serviço. Os juízes são humanos, eles erram, mas o importante é corrigir o erro e que não haja a prática de ilícito. A partir daí a Corregedoria está pronta a ajudar todo o tempo, desde que as rotas sigam para onde devem efetivamente seguir. Dejesp: Qual legado a senhora espera deixar ao final da gestão na Corregedoria-Geral da Justiça? SR: Tudo é mutável e sempre haverá problemas a solucionar, mas quero trabalhar para resolver todos os problemas que se apresentarem daqui até o final da minha gestão e terminar com a satisfação de ter auxiliado muito para que a prestação jurisdicional em São Paulo seja ainda melhor. Quero que eu e minha equipe sejamos responsáveis por fazer com que todos os que procurem e necessitem do Judiciário de São Paulo tenham melhores e mais rápidas respostas. Dejesp: Qual mensagem a senhora deixaria para os magistrados e servidores do Judiciário paulista? SR: Tenham plena consciência da relevância do papel que exercem e que isso os motive para servir melhor e tornar a vida de cada um mais útil e satisfatória. N.R.: texto originalmente publicado no Dejesp de 18/3/26 Siga o TJSP nas redes sociais: www.facebook.com/tjspoficial www.x.com/tjspoficial www.youtube.com/tjspoficial www.flickr.com/tjsp_oficial www.instagram.com/tjspoficial www.linkedin.com/company/tjesp
19/03/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Visitas no site:  9821499
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.